27 de mar de 2012

Inspire-se: Contêineres viram casa prática e barata

Tempos modernos pedem soluções inovadoras. Com essa ideia em mente, o arquiteto Frederico Zanelato lançou mão de uma proposta eficiente e barata para desenhar a própria casa. Recém-divorciado, queria o novo endereço amparado no tripé economia, sustentabilidade e rapidez. E encontrou a saída em contêineres descartados, cada vez mais usados em projetos residenciais no mundo todo.

 

Para estruturar a construção, comprou quatro deles nas docas de Santos, por R$ 5 mil cada um, e mandou entregar no canteiro de obras em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo (o frete custou R$ 1 800). O sistema construtivo escolhido e a topografia plana do lote validaram a fundação radier – tipo de laje rasa de concreto armado, que distribui o peso da construção de modo uniforme no terreno. Graças à opção, reduziram-se o custo e o tempo de execução em 20%, R$84,5 mil no total para que a obra fique pronta em 60 dias. Para garantir o conforto térmico, o arquiteto implantou a residência num local mais sombreado e previu ventilação cruzada. 

 




1. Cobertura: o arquiteto fechou o vão da escada de metal, posicionada no centro da planta, com esta cobertura de vidro laminado (20 mm de espessura). O recurso permite aproveitar melhor a luz solar.

2. Paredes: mantiveram-se as cores originais dos contêineres. Eles foram só lavados e receberam uma demão de base antioxidante (Armatec) na superfície externa. As paredes internas ganharam um sanduíche de lã de rocha e fechamento de gesso acartonado pintado, que embute tanto a fiação quanto a instalação hidráulica.

3. Energia solar: sobre o quarto, seis placas coletoras de 1 x 1 m e um boiler de 660 litros, fornecidos pela Astrosol, formam o sistema que garante água quente à moradia.

 

4. Fundação e estrutura: apenas os parafusos das quatro chapas metálicas, chumbadas nos cantos da laje, estão aparentes. Com os quatro cantos parafusados nesses pinos, o contêiner fica bem preso à fundação. Cada um dos módulos superiores, por sua vez, tem os quatro cantos parafusados nos contêineres térreos.

5. Aberturas: esquadrias metálicas parafusadas na radier e nos contêineres seguram os painéis móveis de vidro temperado com 10 mm de espessura.

6. Pisos: no interior, a peroba de demolição reveste as áreas secas, e a ardósia preta cobre as molhadas. N pavimento superior, os dois terraços ganharam deck de ipê.

Fonte: Casa Cláudia

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